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sábado, 22 de junho de 2013

What Is Love? 5° capitulo


Justin's POV
Abri minhas pálpebras que, naquele momento, pareciam pesar toneladas. O céu estava cinzento. E chovia forte. Minha roupa estava molhada. Minha cabeça doía. Minha boca estava com gosto de sangue. Tentei, com cuidado, situar-me. Olhei em volta e vi meu carro todo amassado. Perto dele, a garota de vermelho. Ela estava com os cabelos molhados devido a chuva e estes grudados em sua pele dos ombros e pescoço.
- O que ac-conteceu? - Falei, confuso. Por que ela estava ali? Por que ela fungava baixinho?
- Justin! - Ela praticamente gritou. Ajoelhou-se ao meu lado e começou a percorrer meu corpo com as mãos. Garota, eu posso estar confuso, mas tenho meus cinco sentidos aguçados. - Você está bem? - Ela disse.
- Acho que sim. - Falei, procurando por algum osso exposto, alguma hemorragia externa. Mas não havia nada disso em meu corpo. Espantei-me. Pelo estado em que o carro estava, era para eu estar desacordado, talvez morto, talvez em coma. Deus fora muito bom comigo neste momento. Um ponto para Ele.
- Você está realmente bem?
- Hã?... Estou... - disse, acordando de minha filosofia sobre minha vida. Assustei-me ao encarar aqueles belos olhos verdes que ela tinha tão próximos do meu. Sua maquiagem estava borrada, o que a dava um ar selvagem.
- Mesmo? - Perguntou ela, descrente da minha resposta.
- Sim, cassete. Eu estou bem. Quer uma prova? - Levantei-me bruscamente e bambeei para o lado. Tontura. Efeito da bebida de mais cedo. Retomei minha postura ereta, mas, internamente, até minha alma rodava mais do que um gambá bêbado. 
O corpo molhado dela estava despertando desejos em mim. Mesmo levemente abatido, eu ainda precisava tê-la sob meu corpo. Precisava senti-la, tocá-la. Esqueci por um segundo do terrível acidente que eu havia acabado de sofrer. Afinal, quem liga para acidentes quando se tem uma mulher linda e gostosa como ela bem na sua frente, totalmente fragilizada e preocupada com você? Eu iria me aproveitar, como sempre fiz com as outras.
- Você está bem mesmo? Consegue andar?
Despertei de meus pensamentos com aquele par de olhos verdes que pareciam uma densa selva me fitando. 
Eu tive a leve sensação de que eu conhecia de algum lugar, mas não lembro-me de onde.
- Sim, estou bem. Só um pouco tonto. 
- Ah, imagino. - Ela disse e abaixou a cabeça. - Pois é, acho que teremos que chamar o guincho de outro lugar. Meu celular está sem bateria. Tem algum lugar por aqui que tem telefone?
Claro que eu não iria deixar meu carro perfeito e caro ali, algum ferro velho iria querê-lo, mas esta era a chance perfeita para dar um bote.
- Claro. Logo ali tem um posto de gasolina. Vamos? 
Ela assentiu com a cabeça, abaixou-se e pegou os sapatos. A chuva não havia cessado. Seus cabelos grudavam mais e mais em sua pele desnuda e seu vestido torneava ainda mais seu corpo, o que fazia meu desejo por ela aumentar. Caminhamos por alguns (longos) minutos em silêncio. Ela andava com a cabeça baixa, segurando seus sapatos e sua bolsa. Ela tentava me fitar por longos momentos.
- Então... Qual é seu nome?
- SN. - Ela disse como se tivesse sido surpreendida com a pergunta.
- Hum. Bonito nome. - Acabou o assunto.
O que há contigo, Justin? Como você vai levá-la para cama se nem ao menos tem assunto com ela? Você nunca foi assim. NUNCA.
- Então... - chutei um pedregulho que estava na rua. Que horas deveriam ser agora? Três e pouco da manhã? Estava na hora de ligar para o guincho, levar SN até minha cobertura e levá-la para a cama. Simples? Sim, mas para mim totalmente difícil agora. Por qual motivo? - Você mora muito longe?
Ela ergueu a cabeça. Sua maquiagem parecia ter se borrado mais, dando-a um ar selvagem. Exatamente do jeito que me excitava.
- Moro. Um pouco. Na verdade, é bem longe daqui. 
- Querficarnomeuapartamento? - Saiu, Justin. Rápido demais. Sua expressão denunciou que ela havia entendido exatamente o que eu tinha acabado de dizer. Ou até mais.
- Bom... Quer dizer... Eu... Quero. - Ela ficou incomodada com meu convite. Deveria? Talvez. Ela entendeu o que eu realmente perguntava nas entrelinhas. Garota esperta.
Mais alguns metros a frente, o posto de gasolina. Com exceção de alguns frentistas, o posto estava deserto. Eu e SN estávamos completamente molhados. Eu estava machucado. Uma frentista mulata de olhos verdes, cabelos acobreados e um sorriso longo e branco caminhou até nós com uma expressão surpresa.
- Em que posso ajudá-los?
- Gostaria de usar o telefone. Bati meu carro a duas quadras daqui e queria ligar para um guincho e um táxi.
- Ah sim, claro. Acompanhem-me. - A moça lançou seu melhor sorriso.
Caminhei alguns passos na frente de SN. Ela estava muito quieta. Entramos na loja de conveniência do posto e caminhamos mais alguns metros.
Entramos em uma saleta. Uma cadeira preta, uma escrivaninha de madeira, um notebook em cima da mesma e um telefone.
- Fiquem à vontade. - A moça disse, acendendo a luz e fechando a porta atrás de si quando saiu.
Virei-me para SN. Ela estava com uma expressão congelada.
- Aconteceu alguma coisa? - Aproximei-me dela. Mesmo com o corpo intensamente molhado e com a maquiagem borrada, ela transmitia-me um enorme calor. Ela me fazia sentir calor. O que me lembrava que eu precisava fervorosamente dela. Nivelei nossos olhares. Uma estranha sensação de que eu a conhecia de algum lugar tomou minha mente. Deixei para lá.
- N-não. Eu estou bem. - Ela disse sem transmitir segurança alguma em sua voz. - Só estou com um pouco de frio.
Eu já não aguentava mais. Mesmo tonto com a bebida, eu PRECISAVA provar do sabor dos lábios dela. PRECISAVA me sentir dentro dela. PRECISAVA senti-la cavalgando sobre mim. Isso era um avanço uma vez que, desde o acontecido do par de chifres que levei da Roberta, não pensei em sexo. Mas SN de alguma forma me revitalizou.
Fechei meus olhos, colei meu corpo junto ao dela e selei nossos lábios. Forcei meus lábios sobre o dela e logo ela deu passagem à minha língua. Nossas línguas se tocaram e eu senti um corrente elétrica percorrer meu corpo. Afundei meus dedos em seus cabelos molhados. O beijo se tornou, rapidamente, algo extremamente selvagem. Senti ela espalmar suas pequenas mãos em meu tórax e me afastar de seu corpo.
- Acho que... estamos... aqui para... ligar para o... guincho, não? - Ela disse, dando pausas para buscar o ar que faltava em seus pulmões. Efeito Bieber.
- Sim. - Infelizmente, pensei. Aquela saleta seria o lugar ideal para uma rapidinha maravilhosa com SN. Mas não. Apenas uma rapidinha com SN não iria me satisfazer. Eu precisava de mais.
Peguei o telefone e disquei os números do guincho que eu sabia de cor. Sim, bati meu carro algumas vezes. Algumas. A ligação para o guincho fora rápida. Agora, restava só ligar para o táxi. 
- Obrigado por nos deixar usar o telefone. - Sorri agradecido. 
Era questão de esperar o guincho chegar, pegar minha Mercedes e levar para alguma oficina. Depois, era questão de esperar o táxi. Então era só irmos para meu flat e coisas animais iriam acontecer.
Sentei-me na calçada. Havia passado as instruções do posto de gasolina ao taxista. SN sentou-se ao meu lado. Ela sempre fora quieta assim? Agora caía um leve sereno, porém este estava caindo gélido sobre minha pele já molhada e fria. SN bateu o queixo em sinal de frio.
- Só não te ofereço minha blusa porque ela está mais molhada do que caixa d'água. - Ela esboçou um sorriso. - O que foi? A festa não foi boa?
- CLARO QUE NÃO. - Ela respondeu ríspida. Oi? - Você não vai entender, Justin. Você? O garoto popular do Magnólia. Amigo da Batista, ex-jogador do time de basquete com o qual você conseguiu quatro títulos. Ex-namorado de Chelsea, Priscila e Roberta. As três meninas mais poderosas e conhecidas do bairro. Ricas, bonitas, gostosas. - Abaixei minha cabeça quando ela citou esse último nome. - Pergunte a quem quiser do Magnólia: quem é Justin Bieber? E todos, dos nerds aos garotos da natação, irão saber responder quem você é. Como você vai entender como eu me senti naquela porra de festa?
De certa forma, ela estava certa. Mas ela também estava me subjulgando. Desde o incidente com a Roberta, algo em mim havia mudado. Algo que nem eu sabia direito como era. Levantei meu olhar a fim de tornar a olhá-la e seu olhar estava perdido em algum lugar do horizonte.
- Você não sabe de nada, SN. - Murmurei. Mais para mim mesmo do que para ela.
- Acredite, Justin, eu sei sim. - Ela fungou.

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