sábado, 22 de junho de 2013
What Is Love? 10° capitulo
SN's POV
- Nossa! Que lindo, SA (seu apelido)... Quando você vai me dizer de quem são estes olhos? - Katy dizia enquanto passava os dedos sobre a tela. Pintura pastel era a minha favorita, tanto na textura quanto nos efeitos e nas cores. Pintura era o meu projeto para o Festival de Talentos. Katy era a terceira pessoa (lê-se amiga) que entrava na sala.
- Você nunca saberá... - Sorri, triste. 'Acho que nunca mais verei esses olhos tão perto de mim novamente', completei em pensamento. Sentei e suspirei, afinal, a palavra sucesso teria que ser abolida definitivamente do meu dicionário. - Katy, inscrever-me nesta bagaça foi pura perda de tempo e espaço. Aposto que algum aluno mais talentoso usaria esta sala melhor do que eu. - Revirei meu globo ocular dentro da cavidade de mesmo nome.
- Aí que você se engana, SA (seu apelido)... Depois das principais apresentações, isto aqui vai lotar... - ela deu uma pausa. - Aliás, você não vai assistir? O Justin já vai se apresentar. Será que, além de bonito, ele tem talento? - Ela "brisou", suspirando logo em seguida. Segredo de amigas.
Meu coração virou do avesso ao ouvir aquele nome. Justin. Meus mais profundos e secretos desejos e sentimentos tornaram-se realidade e eu fui obrigada a jogar tudo fora. Tudo por quê? Medo. Medo de estar sendo enganada. Medo do Andrew fazer algo contra o Bieber. Medo de tudo. Hoje ele iria cantar no Festival de Talentos. Esbocei um sorriso ao me lembrar da música que ele compôs na sala de seu apartamento, logo depois daquela noite.
- SA (seu apelido)? Você vai ver o Justin? - Katy sacudia as mãos na frente do meu rosto.
- EU? Vou! Quer dizer... Não. Não vou. - Não poderia ir, nem se fosse meu último desejo. Eu não tinha a coragem de ir ver um show dele, encarar aqueles olhos que estavam presentes em minha memória e pintados em uma das minhas telas. Não, eu não poderia ir assistir. Não na platéia, sob o risco de nossos olhares se encontrarem.
- Tem certeza de que você não vai? Já vai começar. - Ela disse, olhando-me e olhando para o relógio que estava afixado na parede.
- Tenho. Pode ir... - mordi meu lábio inferior e voltei meu olhar a alguma coisa super interessante que poderia brotar lá fora, no céu.
- Ok.
Ela sorriu e saiu. Eu continuei sentada na cadeira giratória, que, em dias normais, era usada pela professora Teronny, de Literatura. Alguns minutos se passaram lentamente. Mordi meu lábio inferior, novamente, respirei fundo e me levantei. Fitei mais uma vez a tela. Eu lembrava exatamente do dia em que eu o pintei. Um sorriso tímido brotou em meus lábios. Levantei-me e fechei as persianas da janela, tapando de vez a visão que a lua tinha da sala e da tela que tinha os olhos castanhos intensos e falantes do Justin. Tirei o avental azul que eu usava e o joguei em cima da mesa, ajeitei meu cabelo, olhei para a tela de soslaio e saí da sala, trancando a porta atrás de mim e guardando a chave no bolso de trás da minha calça.
Caminhei com passos rápidos pelos extensos corredores do colégio até, finalmente, chegar em uma das portas de saída emergencial do auditório. Abri uma brecha pequena da porta, o tamanho máximo que as correntes de titânio me permitiam abrir. Ajeitei meu corpo a modo de que eu conseguisse uma boa audição da apresentação do Justin. Escorreguei meu corpo, caindo sentada, ainda assim, com o ouvido direito próximo à brecha.
- E agora... Meu amigo, companheiro e gato: Justin Bieber. - A voz insuportável de Carol anunciava. O que ela fazia ali? Ah, sim! Ela era do grêmio estudantil, como ela sempre fora desde sempre, e era papel dela apresentar os inscritos.
Silêncio dentro e fora do auditório. Creio que, se um pernilongo aparecesse ali no corredor vazio do colégio, seu bater de asas conseguiria ser ouvido.
- Er... Esta música é para uma garota capaz de me fazer sorrir quando ela sorri, mesmo eu não vendo o sorriso estampado em seus lábios todos os dias. Espero que ela esteja ouvindo. - Ele disse, entusiasmado. - Espero que ela esteja aqui em algum lugar... - ele sussurrou e suspirou esta última frase, que por pouco quase não fora escutada por mim e pela platéia de adolescentes, pais e o corpo docente da escola e seus convidados.
O ar, por vontade própria, desapareceu da atmosfera gélida que me rondava. Meu sangue sumiu. Meu coração congelou.
- Eu estou te ouvindo meu amor. - Suspirei, sentindo uma lágrima descer pelo meu rosto e se perder no meio do piso de granito cor creme do colégio.
De repente, o auditório todo ficou em silênciou, ele pigarreou e notas começaram a sair do violão e se perder na atmosfera.
I'd wait on you forever and a day
Hand and foot
Your world is my world, yeah
Lágrimas inconscientes e inocentes brotaram de meus olhos, saltaram o abismo das minhas têmporas e morreram no chão.
Ain't no way you're ever gon' get
Any less than you should
Cause baby
You smile, I smile, oh
Cause whenever
You smile, I smile
Hey, hey, hey
- Ao contrário, Justin. Se você sorri, eu sorrio. - Eu dizia automaticamente enquanto aquela melodia e aquela letra perfuravam minhas veias e nervos e atingiam meus sentidos e meu coração.
Your lips, my biggest weakness
Shouldn't have let you know
I'm always gonna do what they say, hey
Tentei parar de concentrar-me eu meus pensamentos e apenas escutei a música. As notas continuavam a agir como agulhas cirúrgicas perfurando meus sentimentos, medos, orgulhos, desejos e tudo o que estava, de alguma forma, ligado ao Justin.
You smile I smile, whoa
You smile I smile
Hey hey hey
You smile I smile
I smile I smile I smile
You smile I smile
Make me smile baby
Baby you won't ever work for nothing
You are my ins and my means now
With you there's no in between
I'm all in
Cause my cards are on the table
And I'm willing and I'm able
But I fold to your wish
Cause it's my command
Hey hey hey
You smile I smile, whoa
You smile I smile
Hey hey hey
You smile I smile
I smile I smile I smile
You smile I smile
Oh
You smile I smile
You smile I smile
Ele repetiu o refrão, que parecia ter sido composto por mim, afinal, se ele sorri, é nos meus lábios que brota um sorriso. Fiquei por alguns instantes absorta em meus pensamentos, que poderiam ser resumidos em apenas uma pessoa: Justin.
De repente, as correntes começaram a fazer barulho, olhei para cima e alguém, escondido na penumbra de trás do palco, abria o cadeado. Levantei-me e dei alguns passos a frente, a fim de dar licença a quem quer que fosse que preferiu passar por esta porta ao invés de tentar as outras três portas de saída do auditório.
- SN...
Ao ouvir aquela pessoa começar a chamar meu nome, virei-me instantaneamente e fitei seu rosto. Ele estava usando um boné de aba reta, com detalhes em azul claro. Ele segurava seu violão branco com bordas pretas. Estava incrivelmente mais lindo, se é que isso é possível.
- Justin... - falei e abaixei a cabeça. Nessas horas, as estrelas pretas em um fundo branco que se confundiam com a cor encardida dos meus tênis tinham que parecer a coisa mais interessante do mundo. Do que eu tinha medo se eu o fitasse? Sinceramente, eu não sei a maldita resposta.
De repente, a atmosfera ao meu redor tinha o cheiro dele, misturado ao cheiro do 212 Carolina Herrera que ele usava, tinha o calor do corpo dele. Seus braços me enlaçavam e eu estava encaixada perfeitamente em seu abraço, como sempre tinha que ser. Passei o braço por debaixo dos seus, a fim de retribuir o abraço. Afundei meu rosto em seu peito, forçando ainda mais o ar contaminado com sua frangância a entrar em meus pulmões e a dopar cada célula nervosa de meu corpo.
- Que bom que você ouviu a canção! - Ele disse, passando uma das mãos, creio que a esquerda - já que na direita ele segurava seu violão e fiel escudeiro -, pelas minhas costas e esquentando a região com o movimento contínuo que ele fazia. - Eu fiz para você...
- Eu sei... Ouvi a dedicatória... - falei com uma lágrima presa no olhar enquanto as palavras que ele disse mais cedo davam voltas e mais voltas em minha lembrança.
- Er... Esta música é para uma garota capaz de me fazer sorrir quando ela sorri, mesmo eu não vendo o sorriso estampado em seus lábios. Espero que ela esteja ouvindo... Espero que ela esteja aqui...
Apertei ele contra o meu corpo e apoiei meu rosto em seu ombro. Deixei a lágrima suicida escorrer e se alojar na camiseta preta que ele usava, sem que ele percebesse.
Ele separou o abraço, segurou em meus ombros e me beijou. No início, apenas um selar de lábios, mas com o passar dos milésimos de segundos o calor no ambiente ia aumentando gradativamente. Senti seus lábios fazerem uma pressão enorme contra os meus e sua língua pedir passagem, e esta urgentemente fora concedida a ele. Nossas línguas dançaram, guerrearam, brincaram, acariciaram-se e se provocavam, o que me causava uma incrível sensação de que uma corrente elétrica estava percorrendo o meu corpo. Ele, em um movimento rápido, jogou-me contra a parede e jogou seu violão no chão. Ele segurou meus pulsos e colou-os junto ao meu corpo, usando isso como um atalho para poder começar a explorar as laterais do meu corpo.
Virei o rosto e forcei-o a beijar a maçã direita do meu rosto. Antes de tudo, eu queria mostrar uma coisa a ele.
- Justin... Quero que você veja uma coisa.
Ele apenas assentiu com a cabeça e limpou os lábios com as costas das mãos, passando a língua pelo mesmo logo em seguida. Ambos estávamos ofegantes. Era o efeito do beijo. Ele se abaixou, pegou seu violão e começou a me seguir. Caminhávamos em direção à sala que a diretoria tinha cedido, erroneamente, para eu poder expor obras que ninguém iria fazer uma forcinha para ver.
O corredor do colégio estava vazio pelo simples motivo de que as apresentações dos alunos no auditório seriam imperdíveis. Imperdíveis para os alunos normais (lê-se zumbis). Não para mim, que estava longe de ser considerada normal pelo grupo dos populares e praticantes de algum esporte super cotado e aclamado pelas menininhas, do qual Justin fazia parte.
Quando estávamos próximos da sala que fora, inutilmente, cedida a mim e às minhas telas, uma forte batida de uma música conhecida começou a ecoar pelos corredores vazios do colégio. Imaginei que a banda do Chris, do Martin e do Alex estava fazendo algum cover, porque a única pessoa que seria capaz de tocar "Undisclosed Desires" com tamanha perfeição e compassividade era ele.
Parei perto da porta da sala e me virei para Justin, deparando-me com seu olhar sobre meu corpo. Sustentei seu olhar por alguns instantes, mordi meu lábio inferior e falei:
- Está horrível, não se comparando em nenhum parâmetro com os originais e únicos, mas eu fiz de coração, tá? - Falei, alertando-o da "desgraça" que estava no interior da sala, apoiado em um tripé de madeira marfim.
Ele, novamente, apenas assentiu com a cabeça, desta vez me hipnotizando com o olhar intenso que ele tinha e que, agora, parecia mil vezes mais intenso do que da última vez que eu o tinha encarado. Suas mãos pousaram na minha cintura e ele me puxou para junto de seu corpo; tudo iria começar, outra vez. O beijo começou de forma selvagem e com pressa, nossas línguas se tocaram com uma urgência e brutalidade que chegou a me assustar. Tirei a chave do bolso, ainda sem partir o beijo. Parti o beijo por dois motivos. Primeiro: na tentativa falha de buscar algum oxigênio para meus pulmões; segundo: para abrir a porta.
Justin me abraçou por trás e apoiou seu queixo na curva de encontro do meu ombro e pescoço. Caminhamos até o interior da sala e ele, com o pé, fechou a porta atrás de si.
- É melhor trancarmos... - sorri marota para ele enquanto me virava e passava a chave na fechadura, deixando a mesma pendurada.
Quando me virei de volta, Justin passava os dedos sobre a tela, assim como Katy fez mais cedo. Ele colocou seu violão sobre a cadeira giratória e caminhou até mim, sem expressão nenhuma, tanto nos músculos da face quanto nos olhos. Ele parou a alguns centímetros de mim, fitando-me com aqueles olhos castanhos.
- Está lindo, SA (seu apelido). - Pela primeira vez ele tinha me chamado pelo apelido. Ele abria e fechava a boca repetidas vezes a fim de buscar algum argumento, em vão.
Dei um passo em sua direção. Nossas respirações se confundiam, sendo que sua respiração batia quente contra meu rosto e creio que minha respiração gelada fazia o mesmo contra seu rosto. O ar não fazia minhas cordas vocais vibrarem e produzirem algum som capaz de dar algum sinal de vida ao Justin. Apenas movimentei alguns músculos da minha face e sorri. Ele me segurou fortemente pela cintura e grudou nossas testas.
- You smile I smile, whoa... - ele cantarolou.
- You smile I smile, whoa - cantarolei em resposta, afinal, quem devia ter composto tal letra e melodia era eu, porque se ele sorria, eu sorria.
Colei nossos lábios novamente, desta vez, estávamos sóbrios e cientes do que faríamos, isto é, se faríamos alguma coisa. Nossas línguas dançaram, brincaram, guerrearam, acariciaram-se por pouco tempo, pois apenas isso não era capaz de nos satisfazer.
Logo a temperatura no ambiente que rondava nossos corpos ultrapassou duzentos e doze graus Fahrenheit. Tirei o seu boné e joguei longe. Fiz o mesmo com sua camiseta. Ele tirou a minha jaqueta, que eu usava aberta naquela noite. O mesmo ele fez com a babylook que eu usava. Quando recobrei parte da minha consciência, a única peça de roupa que vestia meu tórax era o sutiã.
Sentei no chão e comecei a desamarrar os cadarços dos meus tênis. Justin fez o mesmo, mas apenas tirou seus inseparáveis Vans e jogou-os longe. Assim que tirei meus tênis, joguei-os longe também. Mal acabei de completar a ação sorrateira de tacar os meus tênis longe e Justin avançou em cima de mim, com tudo, e me deitou no chão de granito, colocando seu corpo em cima do meu. Meus pelos se arrepiaram com o contato da minha pele extremamente quente, por conta do efeito Justin, com o chão gelado.
Justin espalmou suas mãos no chão, cada uma do lado da minha cabeça, e começou a me beijar, fazendo com que suas medalhas tilintassem contra a minha pele. Passei minhas mãos em seu tórax, escorreguei-as por seu abdômen e comecei a brincar com o zíper de sua bermuda jeans. Sorri sob o beijo ao notar tamanha que era sua excitação. Abri o zíper de sua bermuda, atrapalhando-me com seu membro enrijecido. Abaixei sua calça, atrapalhando-me com seu beijo, que provocava em mim um leve retardo mental. Ele retirou parte de seu corpo de cima de mim e acabou de retirar suas calças, chutando-as com os pés para longe. Ele se ajeitou entre minhas pernas, ajoelhado no chão. Pousou suas mãos em meus seios e começou a brincar com eles, ainda por cima do bojo do sutiã. Seu toque tinha o incrível poder de eriçar meus pelos e meus poros. Ele dedilhou o fecho frontal, logo o abriu. O ar gelado da sala entrou em contato com a pele dos meus seios, o que me arrepiou mais, se possível. Apoiei-me em meus cotovelos e me levantei, sentando no chão e me livrando do sutiã, que agora adquiria uma inutilidade sem tamanho. Enlacei minhas pernas na cintura de Justin e o puxei para junto de mim, beijando-o ferozmente.
Ele novamente se deitou sobre mim e me deitou no chão, fazendo a pele das minhas costas entrarem em contato com o chão. A diferença era que, desta vez, suas mãos estavam em minhas coxas, deslizando rapidamente sobre elas, ainda com o tecido grosso do jeans. Em um movimento rápido de seus dedos, a calça jeans, em questão de centésimos de segundo, estava longe do meu corpo. Minhas panturrilhas estavam em contato direto com a pele de seus ombros.
- Eu fazia balé quando mais nova. - Sorri ao explicar de onde vinha minha elasticidade.
- Isso é de uma grande ajuda! - Ele exclamou, sorrindo e voltando a atacar meus lábios com voracidade. Ele começou a fazer movimentos de vai e vem com seu tronco, fazendo movimentos em minhas coxas, deixando o local que suas mãos atingiam emanando um calor. Nossas intimidades se tocavam, separadas apenas pelos tecidos finos de nossas roupas de baixo, o que me excitava e me deixava louca de vontade que ele me tocasse logo.
Em um movimento rápido, inverti nossas posições e fiz as costas dele tocarem o chão. Era minha vez de judiar. Justin esboçou um movimento de tocar os meus seios com suas mãos, mas eu fui mais rápida e segurei seus pulsos na metade do caminho, colocando-os no chão, junto de seu corpo.
Mordi meus lábios fazendo - ou tentando fazer - uma cara sexy. Rebolei meu quadril, que estava novamente tocando seu membro, separados apenas pelo tecido fino das "underwares" que a gente usava. Rebolei uma, duas, três vezes e ria internamente a cada cara que Justin fazia.
- Tá bom já, né? - Ele sussurrava, sem forças para falar. O tesão já tinha domado suas células nervosas.
Apenas sacudi minha cabeça, dando-lhe uma reposta negativa. Fiquei de quatro em cima de seu corpo, a ponta dos meus seios tocava seu tórax, o que me dava a leve sensação de que nanobombas da Segunda Guerra Mundial estavam explodindo em cada poro da minha pele. Engatinhei para trás, segurando o cós de sua boxer preta e levando-a junto comigo, libertando seu membro extremamente enrijecido.
Assim que joguei sua boxer em algum lugar da sala, engatinhei de volta à posição em que eu estava. Segurei a base de seu membro com uma mão e com a outra envolvi-o, deslizando-a para cima e para baixo. Olhei para ele e vi que ele se apoiava em seus cotovelos e jogava sua cabeça para trás, emanando prazer, luxúria e tesão.
Não. Eu não sou uma prostituta ou uma "gogo girl", ou quiçá uma vagabunda que dava para qualquer um. Eu também não era nenhuma santa. Eu poderia muito bem não ser uma das capangas da Batista, mas eu sabia agir igual a ela em alguns momentos. Como eu sabia disso? Era a minha quarta transa. A segunda com o Justin. Tinham algumas coisas que eu fui adquirindo.
Segurei, novamente, a base do pênis de Justin e o abocanhei. Fiz movimentos contínuos de vai e vem, vagarosamente. Justin grunhiu em discórdia e eu ousei a acelerar o ritmo. Retirei seu membro de meus lábios e engatinhei novamente até meu rosto atingir o nível do seu. Grudei nossas testas e ele colocou suas mãos ferozmente em meus seios, massageando com movimentos circulares. Eu mesma me livrei da última peça de roupa que vestia meu corpo seminu e a joguei para longe, como fiz com todas as peças de roupas, tanto minhas quanto do Justin. Ele rastejou alguns centímetros, talvez meio metro ou um pouco mais, e apoiou suas costas em alguma parede da sala. O momento e seu calor não me deixaram distinguir qual parede era. Eu o segui e o beijei ferozmente. Ele segurou minha cintura, enquanto minhas mãos estavam totalmente espalmadas em cada lado de sua face. Em um movimento rápido, senti-me sendo invadida por ele.
Desta vez eu não sabia como agir, já que em nenhuma das minhas relações anteriores eu tinha ficado no controle da "situação". Justin me auxiliava, ajudando-me nos movimentos que eu tinha que fazer, subindo e descendo, saindo quase por inteiro de cima de seu membro. Estava meio difícil manter nossas bocas unidas, mas a gente tentava, ao menos, manter nossas testas coladas. Quando entendi o que eu precisava fazer naquela posição, busquei sua boca com a minha e a selei. Minhas mãos desciam e subiam sorrateiramente em seu tórax enquanto eu me movimentava para cima e para baixo. Eu havia, finalmente, aprendido a controlar a situação. Nossos corpos tinham virado apenas um. Tinham, enfim, se misturado. Dançamos a nossa dança, valsamos a nossa valsa. Estava claro que não havia música alguma no ambiente, mas, mesmo assim, a gente conseguia se movimentar no mesmo ritmo, no mesmo compasso.
Senti meus músculos, tanto das pernas quanto dos braços, costas, pescoço e rosto, terem pequenos espasmos. Um calafrio enorme percorreu minha espinha cervical. Meu sistema digestório deu um nó cego. E eu atingi meu clímax. Meu primeiro clímax sóbria.
Comprovei que ele era exatamente igual ao que os romances franceses descreviam: uma experiência de quase morte, da qual você tem que lutar com alguma força interior e sobrenatural para retornar. Entendi o motivo do céu e as estrelas serem tão aclamados pelos enamorados, amantes e artistas terrestres. Pelo simples motivo de que eram belos, perfeitos e quase tocáveis.
Abri os olhos e encarei Justin, que tinha os cabelos dourados molhados e grudados na testa. Gotículas de suor cobriam sua pele branca e suas têmporas estavam avermelhadas. Apoiei minhas mãos em seus ombros e pousei minha cabeça em cima delas. Minha respiração também estava ruidosa, ofegante e descompassada, bem como o ritmo dos meus batimentos cardíacos.
Alguns minutos se passaram enquanto eu e Justin ficamos ali, abraçados, suados, nus, inertes em um silêncio acalentador.
Quando me senti recuperada e com respiração e batimentos cardíacos em ritmos compassados, levantei-me e caminhei languidamente em direção à mesa, que era onde eu havia deixado o avental. Vesti-me com ele e encostei minhas costas na parede, escorregando por esta e caindo sentada no chão. Justin se levantou, caminhou na minha direção e pegou na minha mão, ajudando-me a me levantar. Ele me abraçou fortemente e depositou um beijo no alto da minha cabeça.
- Recuperada? - Ele disse com um tom maroto de voz, e eu pude idealizar o sorriso maroto e travesso que brotou em seus lábios vermelhos e macios.
- Aham... - respondi.
- Agora o controle é meu! - Ele soltou uma risada gostosa com um tom malicioso. Ergui meu olhar até ele e vi que ele já tinha a luxúria estampada em seu olhar novamente.
- O controle é todo seu! - Exclamei. A gente tinha tempo para fazer mais algumas "brincadeiras", já que as apresentações iriam até uma e quarenta e cinco da madrugada, e eram onze e vinte e dois agora, conforme denunciava o relógio de parede, que além dos ponteiros tinha um mostrador digital.
Beijamo-nos. Nossas línguas começaram a travar uma batalha, creio que pela terceira, quarta ou quinta vez da noite. Logo, eu já estava no chão novamente, sem o avental que eu tinha vestido. Abri minhas pernas para que ele se encaixasse ali, já que o controle era dele.
- Quero outra coisa... O controle é meu, lembre-se disso. - Ele disse, partindo o beijo.
Demorei alguns segundos para assimilar suas palavras e tentar idealizar sua sugestão. Só consegui assimilar suas palavras quando senti a pele totalmente quente dos meus seios e abdômen tocando o chão da sala. Senti Justin se encaixar entre as minhas pernas, meus tornozelos roçavam em suas panturrilhas e canelas. Minha mão estava espalmada horizontalmente no chão, que já tinha somado uma pequena parte do calor que meu corpo fornecia.
Justin segurou com firmeza em minha cintura e me penetrou por trás. Ele estava certo, o controle era dele, não meu.
Enquanto ele se movimentava, fazendo com que eu também me movimentasse por reflexo e consequência, senti a "pequena morte" se apoderar de cada célula do meu corpo, lentamente. Senti uma dor no primeiro momento, mas era uma dor prazerosa que nem se comparava aos tapas, socos e chutes que o Andrew me diferia. Era uma dor boa de se sentir. Quando me acostumei com seus movimentos e as sensações refletidas por estes, senti aquele calafrio percorrendo minha coluna, meu estômago se entrelaçar com meu intestino e minhas células desfalecerem. Era minha experiência de quase morte. Senti-me capaz de roubar as estrelas do céu, tocar em um raio solar e respirar fora da atmosfera terrestre, mesmo sem ter oxigênio lá.
Quando recobrei meus sentidos e minha consciência, Justin tinha se retirado de dentro de mim. Novamente nossas respirações estavam ruidosas e descompassadas, nossos corações batiam em um ritmo totalmente descompassado e o suor formava uma camada fina em cima de nossas peles.
- Obrigado, SA (seu apelido). - Justin disse enquanto se deitava no chão ao meu lado e me puxava para junto de si, reencostando minha cabeça em seu peito.
- Obrigada, Biebes. - Chamei pelo antigo apelido. Aquele apelido que estava estampado em suas camisetas do time de basquete, logo acima do número 23.
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